Sem nada em especial para fazer, folheava ontem uma revista, quando me deparei com vários artigos relativos a diversos tipos de inteligência. Achei-os logo bastante interessantes e, tendo-me captado logo a atenção, não resisti em saber mais sobre o assunto!
O que fiquei a saber foi que, basicamente, o conceito comum de 'inteligência' é considerado errado pelos neurocientistas e outros especialistas da área. A maior parte das pessoas costuma considerar inteligente uma pessoa com muita cultura geral, que tem excelentes notas, que tem conhecimentos informáticos mais aprofundados que a maioria da população. Bem, não é que essas pessoas não sejam inteligentes, porque até o podem ser; o facto é que esses aspectos não são suficientes para caracterizar a inteligência de alguém por completo. Existem 8 tipos de inteligência, e toda a gente as detém, mais ou menos desenvolvidas. Os exemplos referidos anteriormente são pessoas que têm uma (ou mais) dessas inteligências desenvolvidas, mas não podemos dizer se são inteligentes nas outras áreas...
Existe a inteligência lógico-matemática, relacionada com o pensamento científico, cálculos matemáticos, problemas envolvendo lógica; a inteligência linguístico-verbal, relacionada com a capacidade de escrita e de comunicação, com o domínio das palavras; a inteligência auditivo-musical, relacionada com a capacidade de criar e apreciar ritmos e melodias, ou mesmo tocar um instrumento; inteligência visual-espacial, relacionada com a orientação espacial, com a imaginação e visualização de imagens na mente e com a criação de novos cenários; a inteligência cinético-corporal, relacionada com a capacidade de reproduzir movimentos, criar sequências de movimentos, saber que movimentos utilizar para interagir com um grupo com objectivos comuns (como os diversos desportos colectivos); a inteligência relativa à cultura geral, a conhecimentos que detemos do mundo que nos rodeia; a inteligência interpessoal, relacionada com a capacidade de nos relacionarmos com com quem nos rodeia e de compreendermos os seus sentimentos; e a inteligência intrapessoal, relacionada com a capacidade de nos auto-avaliarmos, de percebermos os nossos próprios sentimentos e as nossas próprias acções, com o auto-conhecimento.
Se é verdade que nascemos com um tipo de inteligência mais desenvolvido (ou com predisposição para se desenvolver) que os outros, também é verdade que conseguimos desenvolver as restantes áreas da nossa inteligência, através de actividades muito simples, como fazer sudoku, jogar xadrez, ler, escrever, conversar, tentar ver um assunto sobre diferentes perspectivas, dançar, praticar desporto, decorar ritmos, tocar instrumentos, jogar às cartas, libertar a imaginação, fazer trabalhos manuais, meditar, entre outras...
Concluindo, todos nós somos inteligentes nalguma área e, exercitando o nosso cérebro, conseguimos um melhor desempenho nas restantes! :D
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